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Fazendo História

segunda-feira, 28 de março de 2011

A Ideologia na Arte e a História

        A arte e a História sempre andam aliadas uma à outra. As histórias em quadrinhos, filmes, desenhos, teatro, música, enfim, dificilmente vamos ver a arte desvinculada a realidade social em que são criadas.
        Durante os anos 60 e 70 surgiram diversos super-heróis nos EUA, como o Homem-Aranha, o Capitão América e houve o fortalecimento de velhos heróis como o Super-Homem e o Batman. Os inimigos desses heróis eram sempre uma clara referência aos soviéticos, período da Guerra Fria, e as cores de suas roupas também representavam os ideais que defendiam, como por exemplo: o Capitão América, além do nome usava a própria bandeira dos EUA como uniforme e seus inimigos as cores do comunismo, quase sempre roupas vermelhas ou pretas.
      Até hoje a arte tem sido um instrumento para registrar a história mundial e também influenciar ideologicamente as nações.
      Os EUA, sempre carregaram um sentimento de superioridade racial e de domínio sobre outros povos, claro que este sentimento foi sendo construído desde a sua formação como soberania nacional. Pesquisando as doutrinas do Destino Manifesto, expressam muito bem este sentimento. Por isso, desde então os EUA sempre utilizou a mídia a seu favor para expressar estas idéias. Vejamos no cinema os exemplos:   os famosos foras da lei mexicanos, tão comuns nos filmes de bang-bang. Estes foram eliminados das produções de Hollywood para evitar mal-estar entre os latinos. Outro exemplo comum utilizado até a atualidade que procura disfarçar a discriminação racial contra os negros e latinos, bastante comum nos Estados Unidos eram, e ainda continuam sendo os filmes policiais dirigidos para a América Hispânica e Brasil. Nos filmes os policiais negros são companheiros inseparáveis de policiais brancos.
         Os filmes Hollywoodianos servem também para legitimar as ações e discursos militaristas do Imperialismo americano, a seqüência de Rambo é prova disso.  Esse filme reforça a idéia da força do guerreiro Rambo, que representa os EUA, sozinho vence os vietnamitas. Sabemos que os EUA atacaram o Vietnã no período da Guerra Fria para manter sua influência na região e foi uma guerra sangrenta, as tropas americanas viveram um verdadeiro pesadelo nas florestas tropicais dos vietnamitas. Mas no filme o Rambo(EUA), os vence com muita força e superioridade. Na verdade, tentou neste filme uma superação do vexame e da frustração da derrota na guerra do Vietnã.      
         Em suma, as produções artísticas não são meros divertimentos apenas, mas também tem uma abordagem ideológica, política e relacionadas ao seu período histórico. Por isso, podemos a partir de agora ter outro olhar ao assistir um filme, ou ler historinhas em quadrinhos, qualquer coisa ligada à arte, tentar fazer uma leitura política destas produções contemporâneas e do passado.