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terça-feira, 8 de março de 2011

A Era Vargas e a Segunda Guerra Mundial

       O Getúlio Vargas assume o poder em 1930, após comandar a Revolução de 30. Em 1937 ele instala o Estado Novo e passa a governar com poderes ditatórios, inspirando-se no fascismo europeu. A constituição de 1937 é completamente baseada nos fundamentos do regime fascista polonês. Além disso, como estratégia de seu governo, Vargas utiliza-se do Populismo, termo que define designar um conjunto de movimentos que propõem colocar, no centro de ação política, o povo, como característica básica é o contato direto entre as massas populares e o líder carismático. Porém esta forma de governo não é algo isolado, mas o populismo se alastrou pela América Latina. Existiam outros governos autoritários, no qual, Vargas se inspirou.
      Ao contrário do que muitas pessoas pensam ou remanescentes daquele período acreditam que o governo do Getúlio Vargas foi muito bom ou que até mesmo o associavam como o pai dos pobres. Isso ocorre pela política populista em que ele governou e de algumas concessões aos trabalhadores, como por exemplo: Os Direitos Trabalhistas. Mas temos outro lado do governo, a ditadura de Vargas. O Estado Novo, como foi designado o sistema de seu governo era tão autoritário que houve o fim das liberdades individuais, centralização político-administrativa, censura à imprensa e repressão política davam as cores do painel político autoritário que delineava a figura de Vargas como chefe supremo do país. Os integralistas, defensores de um regime totalitário e corporativista auxiliaram Getúlio na perseguição aos comunistas. Também distribuíam cartilhas da Historia em quadrinhos da vida de Getúlio para as crianças nas escolas, como forma de propaganda e legitimação do governo, assim como a Hora do Brasil na rádio, herança herdada até nos dias atuais. Criou o DIP (Departamento de Imprensa e propaganda) para controlar e censurar as manifestações contrárias ao seu governo, ou seja, nas manifestações artísticas sofreram a censura, como música, teatro e imprensa jornalística. Mas a influencia fascista vai refletir nas escolas, na arquitetura desta época e até mesmo, na música e nas artes plásticas onde salientam o nacionalismo um dos elementos fascista.
      No cenário europeu, esta acontecendo a Segunda Guerra Mundial. Antes da SGM, as relações entre o Brasil e a Alemanha tinham se fortalecido bastante. Os negócios entre os dois países cresceram tanto que alguns setores, a participação alemã quase se igualava a dos EUA. A partir de 37, a relação entre o Brasil e a Alemanha se estreitou ainda mais. O governo EUA procurou cativar o mercado brasileiro, divulgando as maravilhas do modo de vida americano por meio de rádio, do cinema, das revistas e do incentivo de consumo. O Brasil começa a se americanizar. Para promover a “boa vizinhança”, lembram do papagaio criado pela Walt Disney, Zé Carioca? Foi um personagem lançado no filme Alô Amigos, fazia parte desta política de aproximação entre os dois países, assim como a cantora Carmem Miranda tornou-se estrela de Hollywood, divulgando o samba nos EUA. Entretanto, os EUA entram em 1941 na guerra em oposição aos países do Eixo (Alemanha, Itália, Japão). O Brasil não havia tomado posição de que lado estava, afinal de contas, Getúlio simpatizava com a forma de governo do Eixo. Os EUA percebendo isso colocou o país sob pressão para tomar posição. Em 42 o Brasil entra na guerra e fortalece suas relações com os EUA. Mesmo assim, era contraditório, porque lutava na guerra com os Aliados e defendia a Democracia lá fora, porém mantinha a ditadura aqui dentro. No decorrer das vitórias dos aliados, aumentava o desconforto e as criticas ao Estado Novo. Cedendo as pressões, Vargas começa abrir o governo, perdendo força o regime. Finalmente conseguem derrubá-lo em 45, dando o fim ao Estado Novo.


Bibliografia
Campos, Flávio/Miranda, Renan Garcia. A escrita da História. Volume Único.  São Paulo: 2005.
Revista Nossa História: Especial Grandes Temas História “O Brasil que Getúlio Sonhou”, Ano 1 n° 10, 2004.